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Greve dos caminhoneiros acelera inflação em junho
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, acelerou de 0,14% em maio para 1,11% em junho, conforme divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, a alta foi puxada pelo aumento nos preços de alimentos, da energia elétrica e dos combustíveis. O instituto já previa que haveria alta no indicador deste mês como resultado da greve dos caminhoneiros, que paralisou o país nos últimos dez dias de maio.
Com a acelaração do índice em junho, o acumulado no ano ficou em 2,35%, acima do registrado em junho do ano passado, quando era de 1,62%. O acumulado nos últimos 12 meses foi 3,68%, acima dos 2,70% registrados nos 12 meses anteriores.

Dentre os nove grupos de consumo pesquisados pelo IBGE, três tiveram maior impacto no índice de junho. Foram eles os grupos de Alimentação e bebidas (1,57%), Habitação (1,74%) e Transportes (1,95%). Juntos, os três grupos corresponderam a 91% do índice do mês, segundo o IBGE.

Veja as variações dos grupos pesquisados:

Alimentação e Bebidas: 1,57%
Habitação: 1,74%
Transportes: 1,95%
Artigos de Residência: 0,38%
Vestuário: -0,08%
Saúde e Cuidados Pessoais: 0,55%
Despesas Pessoais: 0,22%
Educação: 0,01%
Comunicação: 0,02%

Comer em casa ficou ainda mais caro
A alta de 1,57% nos preços do grupo dos Alimentos aconteceu depois de ter caído 0,05% em maio. A alimentação no domicílio foi a que mais impulsionou o aumento, segundo o IBGE. De 0,09% registrado em maio, acelerou para 2,31% em junho.

Dentre os ítens alimentícios com maiores altas nos preços, o IBGE destacou a batata-inglesa (45,12%), cebola (19,95%), tomate (14,15%), leite longa vida (5,59%), carnes (2,35%) e frutas (2,03%).

A alimentação fora de casa (0,29%) também mostrou aceleração no nível de preços ante a queda de 0,28% registrada em maio.

Custo da energia
A energia elétrica foi o ítem que mais impactou a alta do grupo de Habitação. Com alta de 5,44% na média nacional, a conta de luz representou o segundo maior impacto individual no IPCA-15 de junho.

Segundo o IBGE, além da vigência, a partir de 1º de junho, da bandeira tarifária vermelha patamar 2, adicionando a cobrança de R$0,05 a cada kwh consumido, foram aplicados reajustes nas tarifas de cinco regiões metropolitanas:

Belo Horizonte (11,14%) – reajuste de 18,53% a partir de 28 de maio
Recife (8,18%) – reajuste de 8,47% a partir de 29 de abril
Salvador (8,77%) – reajuste de 16,95% a partir de 22 de abril
Fortaleza (4,18%) – reajuste de 3,80% a partir de 22 de abril
Porto Alegre (3,70%) – reajuste de 9,85% a partir de 19 de abril
No grupo dos Transportes, os preços dos combustíveis, que haviam caído 0,17% em maio, tiveram alta de 5,94%. O destaque foi a gasolina, que acelerou de 0,81% em maio para 6,98% em junho) e representou 28% do IPCA-15 de junho. O etanol acelerou em junho (2,36%), após a deflação (-5,17%) registrada em maio. O óleo diesel subiu 3,06%, após a alta de 3,95% de maio.

Ainda no grupo de transportes, as passagenes aéreas tiveram queda de 2,12% em junho – menos intensa que a registrada em maio, que foi de -14,94%.

Alta generalizada dos preços no país
O IBGE destacou que a aceleração de preços de maio para junho ocorreu em todas as 11 regiões pesquisadas, com a região metropolitana de Belo Horizonte mostrando o maior resultado (1,37%), influenciada pelos itens gasolina (6,77%) e energia elétrica (11,14%). As regiões metropolitanas de Belém (0,76%) e de Recife (0,95%) registraram índices abaixo da média para o país.

Meta de inflação
Após greve dos caminhoneiros, o mercado tem elevado as expectativas de inflação e baixado as previsões de alta do PIB para este ano. A previsão dos analistas para a inflação em 2018 avançou de 3,82%, na semana retrasada, para 3,88% na última semana. Foi a quinta alta seguida do indicador.

Ainda assim, o percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema – a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 1,94% para 1,76% na semana passada. Foi a sétima queda seguida do indicador. Há um mês, a estimativa de crescimento da economia, para este ano, estava em 2,50%.

Segundo analistas ouvidos pelo G1, a greve dos caminhoneiros deve prejudicar o crescimento do país no segundo trimestre. Alguns, inclusive, já reduziram a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e também do ano por causa da paralisação.

Metodologia
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 16 de maio a 13 de junho de 2018 e comparados com os de 14 de abril a 15 de maio de 2018. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

 

Font: G1

Excesso de velocidade é a infração mais cometida pelos motoristas
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Conforme dados da Polícia Rodoviária Federal, de um modo geral as infrações de trânsito cometidas pelos veículos de carga seguem a tendência daquelas cometidas por outros tipos de veículos que transitam pelas rodovias. E no que se refere a infrações de trânsito, o excesso de velocidade foi a mais cometida no ano de 2017, sendo que a maioria dos infratores estava até 20% acima da velocidade máxima permitida. Em seguida vem as infrações por deixar de acender os faróis em rodovias durante o dia, conduzir veículo sem equipamento obrigatório ou com equipamento em desacordo, conduzir o veículo em mau estado de conservação e ainda a falta de uso do cinto de segurança.

O excesso de velocidade é uma das principais causas de acidentes nas rodovias federais em todo o país. É também o grande responsável pela ocorrência de muitos acidentes graves, aqueles que geralmente resultam em mortes ou vítima com ferimentos graves, gerando danos irreparáveis para as famílias – que perdem seus entes queridos – e um alto custo social, uma vez que impacta o sistema público de saúde e a previdência social. Trata-se de uma questão de comportamento, pois se o motorista escolher por trafegar respeitando a sinalização da via e os limites de velocidade, certamente evitará ser multado e terá reduzida a chance de se envolver em acidentes graves.

O uso do farol aceso durante o dia nas rodovias torna o veículo mais visível para outros motoristas e também para pedestres e ciclistas, contribuindo assim para redução de acidentes. Uma alternativa é o motorista colocar um lembrete em algum local do veículo para não esquecer de acender os faróis, evitando ser autuado e contribuindo para um trânsito mais seguro.

Falta de equipamento obrigatório no veículo, ou em desacordo com as exigências legais, mais a falta de manutenção, também são fatores que podem contribuir para um risco maior de acidentes e maior tempo de deslocamento. O veículo pode sofrer uma pane e ficar parado até que o reparo seja feito. São fatores que estão ligados diretamente à segurança nas estradas e, consequentemente, também dos ocupantes.

O uso do cinto de segurança, por sua vez, ainda é uma infração recorrente, apesar das campanhas e da fiscalização, fator que pode determinar a gravidade de lesões e até causar morte dependendo do acidente. Observa-se que se o condutor mudar seu comportamento, obedecer às leis de trânsito e a sinalização da via, não correrá o risco de ser multado e contribuirá para um trânsito mais seguro.

 

Fonte: Setcesp

Transportadores estão otimistas com o programa Conecta
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Os transportadores representantes de todos os modais comemoraram o lançamento do programa Conecta e acreditam que ele trará as inovações que o setor precisa. A iniciativa da CNT (Confederação Nacional do Transporte) foi criada para apoiar o desenvolvimento de startups que oferecem soluções inteligentes para desafios do setor de transporte e logística. O programa é realizado em parceria com o BMG UpTech e tem inscrições abertas até HOJE.
Para Francisco Cardoso, presidente da ABTI (Associação Brasileira de Transportadores Internacionais), a proposta da CNT vem no tempo certo. “Alguns empresários ainda não conseguiram entender o momento de transformação.  A gente sempre acha que a disrupção nunca vai acontecer com a gente, que está longe, mas temos um inimigo invisível de fora. Quem não inovar vai ficar para trás”, alerta.
Cardoso explica que o modal rodoviário de cargas carece de mudanças substanciais, como a chegada de aplicativos móveis e plataformas de frete que reduzam a ociosidade dos caminhões, que varia entre 30% e 40%, segundo ele. “Com essas tecnologias, as empresas podem compartilhar seus ativos tornando produtivas tanto a jornada do motorista quanto a utilização do seu equipamento”. Para ele, o diferencial do Conecta é executar grandes ideias dos empreendedores, dando a eles mentoria e investimentos para acelerar seus negócios.
Dimas Barreira, conselheiro da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), acredita que existe uma grande diferença de postura entre quem age e quem quer que o mundo fique como era no passado.  No setor rodoviário de passageiros, por exemplo, ele fala sobre a necessidade de soluções que flexibilizem a execução dos serviços. “A tecnologia vai garantir manutenção com mais facilidade e também vai permitir atender demandas de maneira mais objetiva”, observa. Outra possibilidade, de acordo com ele, é a interação com os usuários por meio dos smartphones. “A tecnologia já está transformando o setor e vai modificar ainda mais a maneira que a gente oferece o serviço. Precisamos estar preparados para isso”, ressalta.
De acordo com o presidente da ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), Joubert Flores, as soluções tecnológicas são o futuro da mobilidade urbana. Ele explica que, geralmente, os usuários de metrô têm disposição de caminhar entre 500 m e 700 m para chegar ao terminal. Mas, quando, a distância é maior que isso, eles acabam ficando desestimulados. “Os aplicativos propostos pelo Conecta podem criar maneiras de integrar dois modais, fazendo com que o passageiro ganhe desconto num táxi até a chegada no metrô, por exemplo. Eles podem facilitar essa integração gerando economia de tempo e de dinheiro”, argumenta.
Já para o presidente da Fetramaz (Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia), Irani Bertolini, o programa é uma solução para o setor porque investir em inovação é essencial para o momento. “O transporte é feijão com arroz há 50, 100 anos. Precisamos inovar. Eu vejo a roda redonda há 60 anos, mas alguém precisa inventar uma nova forma de fazer ela rodar”. Para ele, o setor aquaviário precisa de tecnologias que melhorem a qualidade e a maneira de operar as embarcações. Outra demanda é uma comunicação online mais efetiva. “Evoluímos muito pouco e carecemos urgentemente de transformações”, pondera.
Eduardo Sanovicz, presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), ressalta que o setor aéreo tem como um dos seus pilares a inovação e o estímulo às novas ideias. Por isso, a associação sempre atua junto a iniciativas que fomentem tais princípios, como o Fórum de Inovação da CNT. “O Conecta é uma iniciativa muito relevante, já que permitirá a entrada de novos atores no mercado e soluções inovadoras para desafios nas áreas de transporte e logística. Além de trazer benefícios para o presente, buscar ideias para a modernização do setor é de grande importância para onde queremos estar nos próximos anos.”
Fonte: http://www.cnt.org.br
IBGE registra aumento na demanda por serviços de transporte
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De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo IBGE, embora os setores de transporte, serviços auxiliares aos transportes e Correio tenham crescido nos dois primeiros meses de 2018, os empregos ainda registram queda.

 

Nos meses de janeiro e fevereiro, foi registrada alta de 2,2% na procura pelos serviços de transporte (volume de serviço). O incremento da demanada de fevereiro foi de 0,6% em relação ao mesmo mês de 2017, o que significa uma retração de 0,3% em relação a janeiro de 2018. Todos os segmentos, exceto o transporte aéreo, registraram aumento no volume de serviços.

Possivelmente, o desempenho negativo do transporte aéreo está relacionado, entre outros fatores, aos resultados obtidos pelos serviços de transporte aéreo não regular e de táxi aéreo. Os dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostram crescimento de demanda para os serviços de transporte aéreo de passageiros e cargas nos mercados doméstico e internacional.

No primeiro bimestre de 2018, a remuneração da atividade transportadora teve aumento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O incremento na receita nominal se deve à melhora nos segmentos de transporte terrestre e aéreo que, entre janeiro e fevereiro de 2018, tiveram alta de 6,1% e 6,4%, respectivamente.

Entretanto, no mercado de trabalho, o setor transportador segue fechando vagas formais de emprego. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, o setor de transporte, armazenagem e correio registraram redução de 5.148 postos em janeiro de 2018, sendo 4.221 relacionados a vínculos do transporte rodoviário (passageiros e cargas).

Esse número, apesar de negativo para o setor, mostra uma redução do ritmo de demissões em relação a janeiro de 2017, quando foram contabilizadas 11.961 vagas a menos para a atividade transportadora. A melhora dos indicadores econômicos e do volume de serviços apresentada pela PMS ajuda a explicar o motivo da redução do ritmo de fechamento de vagas.

 

Fonte: SETCEPAR

Você sabe o que é Logística Sustentável
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Uma das tendências mais relevantes no meio empresarial engloba o conceito de sustentabilidade e suas ramificações no processo produtivo. Sua importância reside na tentativa de encontrar um equilíbrio entre a utilização dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente para as futuras gerações.

 

Todos esses fatores são combinados com uma demanda da própria sociedade, que exige que as organizações sejam responsáveis pelo espaço que degradam. Por isso, é preciso tornar a logística sustentável uma realidade em todos os segmentos da economia e no cotidiano das pessoas.

A sua empresa também é capaz de ser ecologicamente correta. Quer saber como? Continue com a leitura deste artigo.

Qual é o conceito da sustentabilidade?

Sustentabilidade é um termo que remete ao futuro, mais especificamente aos recursos naturais disponíveis para suprir a vida nos próximos séculos. Essa expressão também representa a forma como as pessoas e organizações interagem com a natureza.

Quando considerada pela ótica do mercado, a sustentabilidade pode ter foco econômico. Isso quer dizer que medidas que buscam melhor utilização dos recursos podem resultar em benefícios financeiros.

Já o significado mais amplo do desenvolvimento sustentável prima pela preservação ambiental que não é motivada pelo lucro. Ou seja, mesmo que não haja incentivos, a natureza deve permanecer intacta para o próprio bem da sociedade.

Portanto, constitui também uma responsabilidade, tanto de empresas como de indivíduos, trabalhar rumo à conservação ambiental.

Como implementar a sustentabilidade em sua operação logística?

Os projetos relativos à sustentabilidade no campo da logística devem partir do princípio de que é possível obter resultados financeiros ao mesmo tempo em que se estabelece o respeito ao meio ambiente.

A criação de políticas sustentáveis deve estar inserida de forma eficaz no planejamento estratégico das organizações e integrada em sua cultura organizacional para obter melhores resultados.

Com isso, é possível desenvolver diretrizes para guiar as ações necessárias para a execução do plano de logística sustentável.

Um dos exemplos de empresas que modificaram sua estrutura para acomodar suas políticas ambientais é a Coca-Cola. Uma parte de seus produtos é retornável, o que motiva a reutilização de embalagens.

A sua operação logística também foi adaptada para que o mesmo veículo que entrega as bebidas realize a coleta das garrafas vazias.

Mesmo pequenas empresas são capazes de instituir iniciativas socioambientais bem-sucedidas, ainda que em menor escala, tais como:

  • redução do consumo de papel e dos insumos de impressão;
  • utilização de lâmpadas de maior eficiência energética para reduzir o consumo de energia elétrica;
  • priorização da utilização de veículos novos e mais eficientes quanto ao consumo de combustível e à produtividade;
  • otimização das rotas de entrega para realizar um maior número possível de remessas em uma única viagem;
  • incentivo à utilização de embalagens recicláveis ou reutilizáveis;
  • conscientização sobre o correto descarte do lixo e rejeitos;
  • estímulo ao abastecimento de combustíveis menos poluentes, como o etanol e o biodiesel.

Entre as empresas brasileiras, a Natura investe recursos consideráveis para construir uma imagem ecológica. Essa atitude integra seu processo produtivo e cria um importante fluxo de reciclagem das suas caixas, bem como busca reduzir a utilização de plástico com a comercialização de refis e embalagens mais econômicas.

Porque vale a pena investir em projetos de sustentabilidade?

A principal razão é descrita como a construção de uma relação saudável com a natureza e sua repercussão na comunidade. Esse tipo de medida tem potencial para desenvolver uma imagem organizacional positiva.

Para facilitar a compreensão, os resultados das ações voltadas para a preservação do meio ambiente devem ser expressos em valores tangíveis para a percepção de suas vantagens.

Assim, é preciso falar em hectares quadrados de floresta revitalizados e em quantidades de nascentes de rio recuperadas para despertar interesse.

Além dos aspectos econômico e mercantil, a sustentabilidade contribui para a ampliação de empreendimentos mais conscientes, como é o caso do papel desempenhado pela logística sustentável nas transportadoras.

 

Fonte: bloglogistica

O que é CARGA FRACIONADA e CARGA COMPLETA?
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O que é carga fracionada?

A carga fracionada trata do envio de pequenos volumes. Em um caminhão, são colocados os pedidos de diversos clientes que sozinhos não seriam suficientes para aproveitar a ocupação total. Dessa forma, paga-se apenas pelo espaço que é usado dentro do caminhão, além de ratear outros custos — como o pedágio — entre todas as cargas enviadas. Isso significa que um único veículo pode atender dois ou mais clientes na mesma viagem, considerando uma rota previamente planejada. Isso é benéfico para todos os envolvidos: as transportadoras evitam arcar com a ociosidade, os embarcadores otimizam os custos e os clientes recebem os pedidos no endereço e no prazo combinado. Por outro lado, existe a preocupação de consolidar as cargas para aproveitar melhor a capacidade do caminhão, o que pode acarretar prazos maiores.

O que é carga completa?

A carga completa — também conhecida como carga lotação e carga fechada — é uma modalidade na qual o caminhão é carregado com pedidos de apenas um embarcador. Isso pode acontecer devido ao grande volume transportado, restrições do cliente em relação ao compartilhamento do veículo e/ou urgência na entrega.

Quais são as principais diferenças entre as duas?

Como vimos até aqui, os conceitos das duas modalidades se diferem bastante. Isso não quer dizer que uma é melhor que a outra, mas sim que elas atendem a necessidades distintas. Vamos entender melhor quais são essas particularidades:

Aplicações

Por lidar com poucos volumes de pedidos, a carga fracionada costuma ser mais utilizada em operações B2C (relação entre empresa e consumidor final). É o que acontece com os e-commerces: essas empresas atendem clientes espalhados em várias regiões, o que inviabiliza o uso de apenas um veículo para a entrega — seja pelo custo, prazo ou pelo fato de que as cargas não ocuparam o veículo totalmente. Já a carga completa está mais voltada para operações B2B (relação de venda entre duas empresas), dado o grande volume dos pedidos. Os principais exemplos são: Envio de cargas da fábrica para o centro de distribuição; Envio do fornecedor para o distribuidor (atacado ou varejo); Transferência de cargas entre unidades.

Planejamento de rota

O transporte de carga completa pode seguir uma rota fixa, visto que sai da origem e vai direto para o destino. Já no caso da carga fracionada, é necessário fazer o planejamento de rotas visando contemplar todos os pontos de atendimento, ao mesmo tempo em que se otimiza os custos do frete.

Custo do transporte

É difícil estabelecer qual opção será a mais vantajosa em termos de custos, já que essa escolha depende de diversos fatores como a natureza dos produtos e as necessidades dos clientes. Nesse sentido, pode-se dizer que a carga lotação oferece mais vantagens para envio de grandes volumes. A fracionada, por outro lado, é melhor para quem tem muitos clientes que compram poucos itens.

Segurança da carga

De maneira geral, pode-se dizer que o transporte fracionado oferece menos segurança para as cargas, dado a quantidade de etapas intermediárias e o excesso de manuseio. Por isso, essa modalidade requer um cuidado maior para evitar perdas e outras ocorrências que podem afetar a satisfação dos clientes.

Lead time do pedido

De modo geral, podemos dizer que a carga lotação tem prazo total (desde a separação do pedido até a entrega) menor que a carga fracionada. Isso acontece porque diminui-se o número de etapas necessárias e cumpre-se a rota direto ao destino, sem paradas. Como podemos ver, entender o que é carga fracionada e carga lotação é fundamental para otimizar as rotinas e os custos logísticos, já que cada um atende a propósitos diferentes e têm suas vantagens e desvantagens.

 

Fonte: bloglogistica

Caminhões que podem ser dirigidos com CNH de carro
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Você sabia que é possível dirigir caminhões usando Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do tipo B, a mesma de carros? O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) diz que o motorista pode dirigir veículos cujo peso bruto total (soma do peso do veículo mais a capacidade de carga) seja igual ou menor que 3,5 quilos. Entram nessa categoria desde vans com opção chassi até pequenos caminhões. Só que, para exercer atividade remunerada com veículos, o motorista deve pedir ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) que essa informação seja incluída em sua CNH. O processo inclui a realização de um exame psicológico no ato da solicitação e a cada renovação do documento, sendo que o valor desse exame varia de acordo com cada estado.

Veja abaixo a lista de modelos que podem ser conduzidos por motoristas com CNH B:

Volkswagen Delivery Express

O menor membro da família de caminhões da Volkswagen chega às concessionárias neste mês, e é o único modelo da marca que pode ser dirigido com CNH B. Traz uma série de semelhanças com os carros da marca, como o visual do quadro de instrumentos, da alavanca de câmbio e dos botões no console central. Tem volante regulável em altura e profundidade, e pode receber, opcionalmente, ar-condicionado. Segundo a Volkswagen, seu airbag de passageiros é o maior da América Latina, com 160 litros.

Hyundai HR

Sua lista de equipamentos inclui travas e vidros elétricos e direção hidráulica, mas não é possível ter ar-condicionado nem como opcional. Tem capacidade para 3 passageiros.

Kia Bongo

O Bongo é o “primo” do Hyundai HR. Os dois compartilham a base e o conjunto mecânico, embora o Bongo tenha capacidade de carga ligeiramente maior. Uma outra diferença é que o Bongo não é produzido na mesma fábrica do HR, mas importado do Uruguai. Apesar da distância geográfica de fábricas, o nível de equipamentos dos dois modelos é semelhante. O Bongo também não possui ar-condicionado e traz direção hidráulica e vidros elétricos.

Mercedes-Benz Sprinter

A Sprinter pertence à divisão de vans da Mercedes-Benz, mas o modelo possui uma versão chassi, com peso bruto total de 3,5 quilos. São duas opções de carroceria: com entre-eixos de 3,67 metros ou 4,33 metros. Na sua versão mais comprida, pode chegar a quase 7 metros, o maior modelo desta lista. Sua lista de equipamentos tem como itens opcionais ar-condicionado, volante multifuncional e controle de velocidade de cruzeiro. Vale lembrar que a Sprinter ganhou uma nova geração há pouco.

Iveco Daily 35S14

Quando equipado com todos seus opcionais, o Daily se torna tão equipado quanto um automóvel. Há ar-condicionado, travas e vidros elétricos, controle de velocidade de cruzeiro, retrovisor com aquecimento e central multimídia com navegação. Mas sua lista de itens de série é mais modesta, incluindo apenas direção hidráulica, banco do motorista com regulagem de altura e computador de bordo.

Foton Minitruck 3.5-14 ST/DT

O Minitruck 3.5-14 tem versões com eixo traseiro com roda simples ou dupla. Ele também é cerca de 1 metro mais comprido, além de ter um motor 20 cavalos mais potente que o 3.5-12, que chega ao Brasil ainda no primeiro semestre. Sua lista de equipamentos é bem completa, incluindo ar-condicionado, direção hidráulica, volante regulável, travas e vidros elétricos e rádio com entrada USB.

Jac V260

O V260 é o menos potente da turma, fruto de seu motor de menor cilindrada. No entanto, seu preço é o mais baixo e sua lista de equipamentos é bastante completa, sem opcionais. Traz, de série, ar-condicionado, direção hidráulica, rádio, travas e vidros elétricos e até uma câmera frontal, que grava o que acontece no trânsito e promete baixar o valor do seguro.

Fiat Ducato Chassi

Um dos mais recentes lançamentos do segmento, a Ducato ganhou uma nova geração. E, pela primeira vez, há uma opção chassi-cabine. Importada do México, traz o mesmo motor do modelo anterior, um 2.3 de 130 cavalos aliado ao câmbio manual de 6 marchas. Assim como em outros modelos, o ar-condicionado e o ajuste elétrico dos retrovisores são itens opcionais. Tem direção hidráulica e carregador USB de série.

Renault Master

A Master foi a van mais vendida do Brasil em 2017, mas a Renault também oferece uma versão chassi, que, de acordo com o implemento, pode ser usada como um pequeno caminhão. Tem uma das melhores capacidades de carga desta lista.

Fonte: G1

Fretes rodoviários têm alta de até 40% no país
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O atraso no plantio de soja nesta safra 2017/18 e o excesso de chuvas em fevereiro no Sul e no Centro-Oeste do país concentraram boa parte da colheita em março e motivaram forte alta dos custos para o escoamento do grão. Com o incremento da demanda, não acompanhado pela expansão da oferta de caminhões, os fretes rodoviários no mês passado subiram ao maior patamar em dois anos.

 

Em algumas regiões do Paraná, por exemplo, o aumento em relação ao mesmo mês do ano passado superou 40%. “O principal fator para essa alta foi a convergência entre os picos de colheita do Centro-Oeste e do Sul, depois de um atraso geral.

 

Normalmente, os trabalhos no campo e a necessidade de caminhões [para o escoamento] são escalonados”, diz Samuel Silva Neto, economista do grupo de pesquisa e extensão em logística da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (EsalqLog/USP).

 

Todo esse atraso também ampliou a disputa de soja e açúcar por caminhões, já que março é o mês em que normalmente as usinas limpam seus estoques para começar a safra nova, em abril. “Nas rotas que ligam os polos sucroalcooleiros do interior de São Paulo ao porto de Santos, houve um aumento de preços do frete para o açúcar de cerca de 30%, já que os caminhões estavam levando grãos”, afirma Silva Neto.

 

Colaborou para esse quadro o fato de a oferta das transportadoras ter diminuído depois da crise econômica. “Dois anos de problemas graves fizeram muitas transportadoras fecharem e caminhoneiros deixarem a profissão. Agora a retomada da economia começou, mas ainda há menos motoristas disponíveis”, afirma Lauro Valdívia, técnico da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística).

 

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea/Famato) calcula que em algumas rotas do Estado os preços dos fretes para o transporte de soja superaram a média dos últimos cinco anos. De Sorriso a Santos, o valor médio chegou a R$ 316,67 a tonelada em março (até o dia 23), 5,12% mais que no mesmo mês de 2017 e 0,9% acima de fevereiro. A média dos últimos cinco anos para março é R$ 301,25. Segundo levantamento da EsalqLog, o frete subiu 2,89% nessa rota na comparação anual, para R$ 332,70 a tonelada.

 

A cereja do bolo foram as fortes chuvas de fevereiro em diversas regiões produtoras do Centro-Sul, que atrasaram o carregamento dos caminhões e deixaram estradas intransitáveis, adiando parte do transporte para março “A chuva também reduz a velocidade média das carretas e aumenta o tempo nas filas para descarregar as mercadorias”, lembra Thiago Guilherme Péra, coordenador técnico da EsalqLog.

 

Em rodovias como a BR-163, que vai do Norte de Mato Grosso aos portos do Arco Norte, as chuvas ressuscitaram os buracos que ano após ano insistem em tumultuar a vida de caminhoneiros e tradings e provocaram diversas paralisações temporárias do tráfego. A reportagem do Valor seguiu por esse caminho em fevereiro e testemunhou crateras e carretas quebradas ao longo dos 1,2 quilômetros que ligam Sinop (MT), a Miritituba, distrito do município de Itaituba, no Pará. Resumo: o preço do frete subiu mais de 24%. De Sorriso a Itaituba, o valor passou de R$ 215,09, em março de 2017, para R$ 267,57 a tonelada no mês passado.

 

Neste mês de abril, a tendência é que a alta perca fôlego em relação a março, mas isso não significa que a pressão vai acabar. Provavelmente os preços dos fretes ficarão, em média, em níveis superiores aos de abril do ano passado. “Mas o pico com certeza ficará com março”, afirma Silva Neto.

 

Para o segundo semestre, os valores dependerão do tamanho da safrinha de milho. Mas como a colheita será menor que no ano passado, a expectativa é de queda em relação ao primeiro semestre. Mas, se o volume da safrinha ultrapassar 60 milhões de toneladas, as exportações ficarão mais aquecidas e os valores poderão ficar acima dos registrados no segundo semestre de 2017.

 

Apesar disso, o setor de transporte não comemora. Segundo Valdívia, da NT&C, após dois anos de preços estáveis há uma defasagem de 20,6% para cobrir os custos nos fretes para carga de lotação, que inclui transporte agrícola.  “Com a crise, toda a cadeia foi afetada e o pagamento dos fretes, além de baixo em relação aos custos, está atrasado para metade das companhias”, afirma ele.

 

No agronegócio, o principal custo para o transportador, responsável por 35% do total, é o diesel, que aumentou 23% desde julho do ano passado, quando a Petrobras mudou sua política de reajuste de combustíveis. “Quer dizer, esse aumento de março ajuda, mas não compensa todos nossos gastos”, diz Valdívia.

 

Para o segundo semestre de 2018, ele acredita que haverá um aumento ainda maior nos custos das transportadoras, em virtude da necessidade de reposição de mão-de-obra. “É bom recontratar, mas como os motoristas foram para outros setores e não é fácil repor gente especializada no transporte de cargas, prevemos problemas e altos custos”.

 

Fonte: SETCESP

ANTT lança rede inteligente de mapeamento logístico
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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) lançou em evento com servidores da Agência, o programa Canal Verde Brasil, uma rede inteligente de acompanhamento e mapeamento dos fluxos logísticos nos corredores e de integração de base dados interagências.

O programa, sob responsabilidade da ANTT, faz parte da política voltada para a desburocratização e redução do custo logístico, com objetivo principal de aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. A lógica do Canal Verde Brasil é a percepção eletrônica e permanente de fluxos de transporte nos principais corredores logísticos do Brasil e a integração entre bancos de dados da ANTT e de parceiros estratégicos, como a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Receita Federal do Brasil (RFB), o Ministério do Trabalho (MT), secretarias estaduais de fazenda, entre outros. Dessa forma, é possível agregar valor ao dado captado e utilizá-lo para fins regulatórios, tributários, de segurança, e, sobretudo, de produção de dados, informações e conhecimento acerca dos fluxos logísticos.

Benefícios – De acordo com o gerente de Fiscalização da ANTT, João Paulo de Souza, “o principal diferencial do Canal Verde Brasil é o controle eletrônico e unificado do poder público sobre a circulação de mercadorias e de viagens de passageiros no Brasil. Esse controle reduz o custo decorrente da parada do transporte para a fiscalização e amplia a frequência de viagens, aumentando a rentabilidade dos investidores. A longo prazo, o Canal Verde Brasil será fundamental para consolidar no país o Operador Econômico Autorizado (OEA), que visa controlar os fluxos de exportação e importação por meio da vantagem de tornar mais célere as operações dos atores que adotam política de compliance, ou seja, que atuam de acordo com a lei e têm vantagem competitiva com essa postura. O Canal Verde Brasil vai tornar o país mais competitivo”.

Mas para o gerente, os benefícios do programa vão além da redução de custos logísticos e de fiscalização. Para ele, o compartilhamento de dados, informações e conhecimentos reduz o custeio e o investimento do poder público em atividades redundantes de fiscalização. Além disso, na opinião do gerente, o Canal Verde Brasil proporciona aumento da segurança jurídica nos transportes terrestres, pois retira o fator subjetivo da fiscalização. “O cumprimento das normas relativas ao transporte passa a ser verificado por meio de algoritmos, de modo que é suprimido o subjetivismo decorrente da variação de interpretação da norma, ou seja, passa a vigorar uma única interpretação, previamente definida”, explica o gestor.

Funcionamento – O Canal é baseado em sistema de reconhecimento ótico de caracteres da placa de veículo, conhecido pela sigla inglesa OCR (Optical Character Recognition), combinado com formas de identificação redundantes, em especial de identificação do veículo por meio de radiofrequência. Daí a necessidade de instalação do chip nos veículos, o qual devido a interoperabilidade são versáteis e permitem por exemplo sua utilização para a cobrança automática de pedágio em rodovias concedidas.

Essas tecnologias estão presentes nos pontos de leitura do Canal Verde Brasil, que são os responsáveis por captar e distribuir os dados. Atualmente, estão implantados 41 pontos, que correspondem a quase 75% do total. Até julho deste ano, serão implantados mais 14 pontos de leitura, totalizando 55 espalhados por todo o território nacional.

 

Fonte: ABAR

Novas regras de amarração de carga.
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Os caminhões, implementos rodoviários e carrocerias sobre chassi fabricados até 31 de dezembro de 2016, devem atender as exigências da Resolução nº 552 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece uma série de regras para a amarração de cargas.

Publicada em setembro de 2015, a Resolução nº 552 definiu em sua redação quais serão os dispositivos de amarração permitidos e a forma de construção dos pontos de fixação nas carrocerias e implementos rodoviários.

 

Ao longo dos últimos dois anos desde a publicação da Resolução nº 552, o Contran realizou três alterações por meio de outras Resoluções, como por exemplo, a nº 588 que estabeleceu novas regras para as carrocerias de madeira, a nº 631 que alterou as regras para as mesmas carrocerias de madeira afim de evitar a sua extinção e a nº 676 que estabeleceu novas exigências para a fabricação de pontos de amarração e identificação dos fabricantes dos mesmos.

 

Apesar das frequentes alterações na primeira Resolução, o prazo para adequação às novas regras não foi alterado. Em 1º de Janeiro de 2017 as exigências passaram a valer para os veículos, implementos rodoviários e carrocerias sobre chassi fabricados a partir desta data. Já para os fabricados até 31 de dezembro 2016.
A amarração de cargas em todos os veículos deve ser feita levando em consideração as seguintes regras e exigências:

– Dispositivos de amarração: Devem ser utilizados como dispositivos de amarração, cintas têxteis, correntes e cabos de aço, com resistência total a ruptura por tração de, no mínimo 2 vezes o peso da carga. Já as barras de contenção, trilhos, malhas, redes, calços, mantas de atrito, separadores, bloqueadores e protetores podem ser utilizados como dispositivos adicionais.

Fica proibido: A utilização de cordas para a amarração de cargas, sendo seu uso permitido apenas para a fixação da lona de cobertura, quando exigível.

– Posicionamento dos dispositivos de amarração: De acordo com a Resolução nº 552, os dispositivos de amarração só podem ser passados pelo lado externo da carroceria em veículos do tipo carga seca quando a carga ocupar totalmente o espaço interno da carroceria. Caso não ocupe totalmente o espaço interno, os dispositivos de amarração devem ser passados pela parte interna.

 

– Carrocerias de madeira: As carrocerias em circulação e fabricadas até 31 de dezembro de 2016 devem conter perfis metálicos em “L” ou “U” nos pontos de fixação, fixados nas travessas da estrutura por parafusos, de modo a permitir a soldagem do gancho nesse perfil e a garantir a resistência necessária.

Fica proibido: A utilização de pontos de fixação constituídos em madeira.

– Transporte de cargas indivisíveis: Para o transporte de cargas indivisíveis em veículos do tipo prancha ou carroceria, como por exemplo, máquinas e equipamentos, devem ser feitos pelo menos 4 pontos de amarração, por meio da utilização de correntes, cintas têxteis, cabos de aço ou combinação entres esses tipos.
– Transporte em baú ou sider: Nos veículos do tipo baú lonado (tipo “sider”), as lonas laterais não podem ser consideradas como estrutura de contenção da carga, devendo existir pontos de amarração em número suficiente.

Já nos veículos com carroceria inteiramente fechada (furgão carga geral, baú isotérmico, baú frigorífico, etc.), as paredes podem ser consideradas como estrutura de contenção, sendo opcional a existência de pontos de amarração internos.

 

– Deslocamento longitudinal da carga: Com o intuito de evitar o esmagamento da cabine devido ao descolamento da carga, a resolução 552 determina que o transportador utilize dispositivos diagonais que impeçam a movimentação da carga tanto para frente como para trás, quando a mesma não ocupar totalmente o espaço interno da carroceria no sentido longitudinal.

 

Fica proibido: Em casos que o painel frontal da carroceria seja utilizado como batente frontal (contenção da carga), fica proibida a circulação de veículos cuja carga ultrapasse a altura do painel frontal e exista a possibilidade de deslizamento longitudinal da parte da carga que está acima do painel frontal.

 

Penalidades 
Os veículos que forem flagrados descumprindo as regras estabelecidas pela Resolução nº 552 do Contran, estarão sujeitos as sansões e penalidades impostas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
As penalidades variam de infrações leves a gravíssimas com aplicação de multa à retenção do veículo para regularização.

Foram necessários 18 anos para que a regulamentação da amarração de cargas fosse definida. Vale ressaltar ainda que as novas exigências além de visar a própria segurança do condutor do veículo de carga, garante também maior segurança para os condutores e passageiros dos demais veículos em circulação.

 

Fonte: “Blog Caminhões e Carretas”

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