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Transportadores estão otimistas com o programa Conecta
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Os transportadores representantes de todos os modais comemoraram o lançamento do programa Conecta e acreditam que ele trará as inovações que o setor precisa. A iniciativa da CNT (Confederação Nacional do Transporte) foi criada para apoiar o desenvolvimento de startups que oferecem soluções inteligentes para desafios do setor de transporte e logística. O programa é realizado em parceria com o BMG UpTech e tem inscrições abertas até HOJE.
Para Francisco Cardoso, presidente da ABTI (Associação Brasileira de Transportadores Internacionais), a proposta da CNT vem no tempo certo. “Alguns empresários ainda não conseguiram entender o momento de transformação.  A gente sempre acha que a disrupção nunca vai acontecer com a gente, que está longe, mas temos um inimigo invisível de fora. Quem não inovar vai ficar para trás”, alerta.
Cardoso explica que o modal rodoviário de cargas carece de mudanças substanciais, como a chegada de aplicativos móveis e plataformas de frete que reduzam a ociosidade dos caminhões, que varia entre 30% e 40%, segundo ele. “Com essas tecnologias, as empresas podem compartilhar seus ativos tornando produtivas tanto a jornada do motorista quanto a utilização do seu equipamento”. Para ele, o diferencial do Conecta é executar grandes ideias dos empreendedores, dando a eles mentoria e investimentos para acelerar seus negócios.
Dimas Barreira, conselheiro da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), acredita que existe uma grande diferença de postura entre quem age e quem quer que o mundo fique como era no passado.  No setor rodoviário de passageiros, por exemplo, ele fala sobre a necessidade de soluções que flexibilizem a execução dos serviços. “A tecnologia vai garantir manutenção com mais facilidade e também vai permitir atender demandas de maneira mais objetiva”, observa. Outra possibilidade, de acordo com ele, é a interação com os usuários por meio dos smartphones. “A tecnologia já está transformando o setor e vai modificar ainda mais a maneira que a gente oferece o serviço. Precisamos estar preparados para isso”, ressalta.
De acordo com o presidente da ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos), Joubert Flores, as soluções tecnológicas são o futuro da mobilidade urbana. Ele explica que, geralmente, os usuários de metrô têm disposição de caminhar entre 500 m e 700 m para chegar ao terminal. Mas, quando, a distância é maior que isso, eles acabam ficando desestimulados. “Os aplicativos propostos pelo Conecta podem criar maneiras de integrar dois modais, fazendo com que o passageiro ganhe desconto num táxi até a chegada no metrô, por exemplo. Eles podem facilitar essa integração gerando economia de tempo e de dinheiro”, argumenta.
Já para o presidente da Fetramaz (Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia), Irani Bertolini, o programa é uma solução para o setor porque investir em inovação é essencial para o momento. “O transporte é feijão com arroz há 50, 100 anos. Precisamos inovar. Eu vejo a roda redonda há 60 anos, mas alguém precisa inventar uma nova forma de fazer ela rodar”. Para ele, o setor aquaviário precisa de tecnologias que melhorem a qualidade e a maneira de operar as embarcações. Outra demanda é uma comunicação online mais efetiva. “Evoluímos muito pouco e carecemos urgentemente de transformações”, pondera.
Eduardo Sanovicz, presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), ressalta que o setor aéreo tem como um dos seus pilares a inovação e o estímulo às novas ideias. Por isso, a associação sempre atua junto a iniciativas que fomentem tais princípios, como o Fórum de Inovação da CNT. “O Conecta é uma iniciativa muito relevante, já que permitirá a entrada de novos atores no mercado e soluções inovadoras para desafios nas áreas de transporte e logística. Além de trazer benefícios para o presente, buscar ideias para a modernização do setor é de grande importância para onde queremos estar nos próximos anos.”
Fonte: http://www.cnt.org.br
Tecnologia muda cenário nas rodovias do país
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Um país com dimensões continentais como o Brasil, dependente de sua malha rodoviária para a movimentação de sua produção, enfrenta e, por um bom tempo ainda, enfrentará grandes desafios na contratação e gestão de seus fretes rodoviários. Da mesma forma, a cadeia produtiva, dependente do transporte rodoviário de cargas (TRC), enfrenta problemas que perduram há décadas, problemas estes que vão desde o subinvestimento na manutenção de rodovias até os entraves e ineficiências provocados pelo distanciamento regulatório do setor às suas necessidades. O setor, em parte, tem características que permanecem inalteradas há mais de 50 anos, principalmente na busca e na contratação de caminhoneiros autônomos para a realização de fretes em transportadoras e embarcadores.

Pensar que, em 2018, grandes empresas do setor, que faturam bilhões de reais, ainda dependem da caderneta de um agenciador de cargas ou de suas planilhas de cadastro para contratar um frete é como se ainda dependêssemos de puxar o afogador de nossos carros aguardando o motor esquentar em dias frios. Soluções em transporte, roteirização e rastreamento de cargas surgiram – e continuam surgindo – em um curto espaço de tempo, tornando-se cada vez mais aderentes à rotina de pessoas e empresas de todas as classes e tamanhos.

Os aplicativos de frete rodoviário vieram para otimizar processos de contratação e acompanhamento de frete, reduzindo custos e gerando mais dinamismo e segurança. Pensar que, hoje em dia, um caminhoneiro não precisa acordar de madrugada, estacionar seu caminhão em um ponto de concentração de transportadoras e agenciadores de carga e ter que aguardar por horas a obtenção de um novo frete, podendo, apenas com um clique, se colocar disponível em um aplicativo e, a partir de então, passar a ser assediado pelas transportadoras é, sem sombra de dúvida, uma grande revolução para toda essa cadeia produtiva e na vida das pessoas que a integram. É a tecnologia otimizando processos, corrigindo ineficiências e, principalmente, levando qualidade de vida e valorização às pessoas.

Pesquisas do setor apontam que mais de 80% dos caminhoneiros do país têm acesso à internet via smartphone. Por esse motivo, a utilização de aplicativos de frete por caminhoneiros, transportadoras e embarcadores é uma realidade e um caminho sem volta. A tecnologia à disposição do setor já não é mais problema, assim como o acesso a ela, com soluções que abrangem todo o território nacional e que, em alguns casos, são gratuitas.

A figura do agenciador de cargas é antiga no setor, e sua necessidade sempre foi motivo de insatisfação por parte de transportadoras e caminhoneiros, visto que sua atuação se dá a partir da especulação em relação ao preço do frete. O agenciador de cargas nada mais é que um detentor de informação sobre a origem do frete. Com a disponibilização desses fretes em uma plataforma digital, no modelo de uma central de cargas por exemplo, sua necessidade, teoricamente, seria extinta.

Porém, o que vimos foi que essa parte da cadeia se adaptou a esse processo de evolução, atuando ativamente – e da mesma forma especulativa – como usuário dos aplicativos baseados em central de cargas.

Os aplicativos de primeira geração, por assim dizer, trouxeram uma série de vantagens ao setor, mas não conseguiram acabar com a figura do agenciador de cargas, ensejando a necessidade de uma evolução de seu modus operandi.

A solução encontrada pela segunda geração de aplicativos de carga foi investir em tecnologias de ponta que permitissem realizar a ligação direta entre transportadoras e caminhoneiros, sem exposição da carga e da rota. Para isso, foram empregados soluções e investimentos em infraestrutura de banco de dados, roteirização e programação, de forma que a transportadora pudesse encontrar, em todo o território nacional, um caminhoneiro proprietário de um equipamento (caminhão) com as características necessárias à realização do frete pretendido. Essa conexão direta entre transportadoras e caminhoneiros tornou o processo muito mais dinâmico para toda a cadeia, aumentou as opções de contratação de ambas as partes e, ainda, reduziu o custo de contratação.

A evolução dos aplicativos de carga deverá caminhar para muito além do que somente otimizar o processo de contratação de frete, passando a oferecer aos usuários uma série de serviços e benefícios financeiros e de inclusão social. Em um país como o Brasil, onde esses serviços ainda estão à margem de grande parte da população, a valorização desse universo de mais de 1,5 milhão de caminhoneiros, oriundos, em sua grande maioria, das classes C e D, geradores de consumo e renda, e parte essencial de nossa cadeia produtiva, é fundamental para o crescimento e desenvolvimento de sua sociedade.

Neste momento de retomada do crescimento econômico, a velha frase “se os caminhoneiros quiserem, param o Brasil” deve ser levada em consideração mais do que nunca se quisermos realmente avançar de forma sustentável e competitiva. E a tecnologia já fez a sua parte!

Fonte: Setcergs

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