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O modal rodoviário é de longe o mais utilizado para transporte de mercadorias no Brasil. Por questões históricas e incentivos do governo, ele se consolidou como o principal meio para deslocamento de cargas dentro do território. Com o advindo do comércio eletrônico, o transporte rodoviário se tornou ainda mais importante, tendo em vista que os clientes realizam a compra online e dependem diretamente da transportadora para receberem suas encomendas. Os lojistas devem estar sempre atentos à essa etapa do processo de compra, tendo em vista que é o momento em que a empresa pode garantir uma boa experiência ao cliente e conquistá-lo. Para atingir esse objetivo, é necessário, acima de tudo, planejamento estratégico.
Sabe-se que o Brasil é um dos países com maior número de impostos e etapas burocráticas do mundo. Por isso, um dos fatores que deve ser administrado com cautela é a documentação necessária para o transporte de mercadorias. A boa notícia é que a maioria dos documentos que antes eram emitidos em papel, atualmente podem ser preenchidos e armazenados online. Conheça alguns deles:

 

Nota Fiscal Eletrônica (NF-e)
Trata-se de um recibo obrigatório para qualquer compra e venda de produtos ou serviços. Serve para documentar a transação e recolher os devidos impostos. A Nota Fiscal Eletrônica é transmitida pela internet e facilita o acesso à documentação para o consumidor, o emissor da nota (lojista ou prestador de serviço) e os órgãos públicos. Além de aumentar a velocidade de circulação das informações, a nota disponibilizada em meio virtual preserva o meio ambiente e simplifica o acesso à documentação.

Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (DANFE)
É uma representação impressa da NF-e, tendo em vista que esta só existe digitalmente. O DANFE serve para facilitar o acesso aos dados da NF-e na internet, porém, não a substitui. O documento serve também para colher a assinatura do destinatário no momento da entrega da mercadoria ou prestação de serviço, atuando como comprovante fisico da operação.

Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e)
É um documento fiscal equivalente a uma nota fiscal, porém diz respeito a uma prestação de serviço de transporte de carga, independentemente do modal. O CT-e deve ser registrado no site da Secretaria da Fazenda para eventuais checagens. Desde 2007, quando foi instituído, passou a substituir os seguintes documentos fiscais:

Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico (DACTE)
Este documento é uma representação gráfica simplificada do Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e). É impresso em papel comum e serve como instrumento para acompanhar a mercadoria em trânsito, com informações que permitem a consulta do CT-e no site da Secretaria da Fazenda. Vale ressaltar, porém, que o DACTE não substitui o CT-e.

Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e)
É um projeto do governo federal que visa a implantação de um modelo nacional de documento fiscal eletrônico que venha substituir a atual emissão do documento em papel, simplificando as obrigações dos contribuintes e permitindo o acompanhamento das operações comerciais pelo fisco.
O MDF-e tem como principal finalidade agilizar o registro dos documentos fiscais, de forma compilada, ou seja, informações que antes eram divididas em inúmeros documentos, passam a ser reunidas em um só. Deve ser emitido logo após o registro do CT-e e é valido em todos os estados brasileiros.

Documento Auxiliar do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (DAMDFE)
Assim como os documentos auxiliares citados acima, este serve para acompanhar a mercadoria em trânsito e facilitar o acesso às informações online pelo fisco, sem substituir o MDF-e.

Nota-se que a quantidade de documentos necessários para o transporte de mercadorias é bem alta. Isso só reforça a ideia de que gerir a logística de uma empresa não é uma tarefa simples. Por isso, é preciso estar sempre atento à todos os detalhes e, se possível, contar com parceiros especializados que possam ajudar a gerir todas as etapas do processo logístico.