Todos os posts por Bruno Lima

Comunicado
Compartilhe esse conteudo nas redes sociais

Nova tabela com preços de fretes foi revogada, informa ministério
Compartilhe esse conteudo nas redes sociais

O Ministério dos Transportes informou no fim da noite desta quinta-feira (7) que revogará a nova tabela com os preços mínimos dos fretes, publicada no fim da tarde.

De acordo com a pasta, a tabela será revogada porque os caminhoneiros reagiram negativamente aos novos valores definidos (leia detalhes mais abaixo).

Diante disso, uma reunião foi marcada para esta sexta (8), na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília, para governo e caminhoneiros discutirem a formulação da nova tabela.

Na prática, explicou o ministério, com a revogação da tabela publicada nesta quinta, volta a valer a tabela publicada em 30 de maio, que já havia sido alvo de polêmica.

Segundo a pasta, não há data definida para a publicação da nova tabela de fretes.

Queda de 20% nos preços
Mais cedo, nesta quinta, o ministro dos Transportes, Valter Casimiro, havia informado que a segunda tabela reduziria em média 20% os preços dos fretes.

Segundo o ministro, a metodologia usada para a formulação era “factível” e com preços mais próximos aos praticados pelo mercado.

“Então, esta tabela conseguiu normalizar o valor do frete próximo ao que já vinha sendo aplicado no mercado”, completou.

Greve dos caminhoneiros
A formulação da tabela dos fretes fez parte do acordo entre o governo e as lideranças de caminhoneiros para por fim à greve da categoria.

A paralisação durou 11 dias e gerou uma crise no abastecimento em todo o país.

Postos de combustíveis ficaram sem gasolina, diversos produtos não chegaram aos mercados, faltou gás de cozinha em várias cidades e também faltou querosene, em diversos aeroportos.

O governo propôs aos caminhoneiros, além da tabela, a redução de R$ 0,46 no litro do óleo diesel e a isenção de pagamento de pedágios para os eixos suspensos.

 

Fonte: G1

Tabela de fretes paralisa mercado de grãos no país
Compartilhe esse conteudo nas redes sociais

Editada na semana passada pelo presidente Michel Temer para acelerar o fim da greve dos caminhoneiros, a Medida Provisória 832/2018, que estabelece preços mínimos para o transporte rodoviário de cargas, paralisou o mercado de grãos no Brasil. Tradings e processadoras de soja e milho reclamam de incertezas jurídicas criadas pelo tabelamento e dos valores previstos na MP, até 40% superiores aos que vinham sendo praticados como forma de melhorar a remuneração dos motoristas, que cruzaram os braços e pararam o país por causa dos aumentos do diesel.

“As companhias do segmento não conseguem repassar esse aumento porque trabalham com produtos negociados em bolsa, com preço internacionais definidos”, disse Sérgio Mendes, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Mais de 40 entidades representativas do setor produtivo, inclusive a Anec, no fim de maio se manifestaram contra a MP e defenderam que a lei da oferta e da demanda prevaleça nas negociações dos fretes.

Mobilizadas, associações de produtores e exportadores de praticamente todas as cadeias do agronegócio prometeram fazer gestões junto à bancada ruralista para evitar que a MP se transforme em lei. Para isso, o texto precisa ser aprovado no Congresso até 120 dias após sua publicação, em 30 de maio. Também há projetos de lei prevendo tabelamento de fretes em tramitação no Legislativo.

Por discordarem dos preços definidos pela MP, compradores e vendedores de soja paralisaram os negócios no mercado brasileiro desde segunda-feira, afirmou Luiz Fernando Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica. Para cargas a granel, a tabela publicada prevê fretes mínimos entre R$ 0,89 e R$ 2,05 por quilômetro por eixo – os caminhões que transportam cargas agropecuárias têm de oito e 12 eixos, em média. Os valores caem conforme crescem as distâncias percorridas.

“As tradings têm muita soja para receber de produtores e muita coisa para entregar no porto. Até essa situação se normalizar, não teremos novos negócios”, afirmou Ricardo Borges dos Santos, da corretora gaúcha Mercado. Nesta época do ano, apenas o porto de Rio Grande recebe 2 mil caminhões de soja por dia com cargas destinadas à exportação – ontem o movimento continuava graças à chegada de cargas previamente negociadas. “Além dos valores estabelecidos, outro problema é que ninguém tem certeza se a nova tabela será praticada pelos caminhoneiros autônomos”, disse.

“As operações de transporte rodoviário no Brasil ocorriam, até agora, com base na oferta e na procura, de forma que as indústrias se baseiam nesses parâmetros para definir seu modo operacional. O tabelamento destrói qualquer planejamento e traz impactos financeiros gigantescos, rebaixando os níveis de competitividade e eficiência”, afirmou Paulo Sousa, diretor de grãos e processamento da Cargill para a América Latina. A americana liderou as exportações brasileiras de soja em 2017, com quase 10 milhões de toneladas.

“Está todo mundo tentando entender bem a Medida Provisória, que não está clara. Estamos pedindo esclarecimentos”, afirmou Domingo Lastra, presidente da ADM para a América do Sul. A múlti, também americana, exportou 7,5 milhões de toneladas de soja a partir do Brasil no ano passado. Por questões sazonais, os embarques da oleaginosa no momento são mais prejudicados do que os de milho, que começarão a ganhar força apenas com o avanço da colheita da safrinha.

Segundo Sousa, da Cargill, as indústrias terão que repensar a forma como irão operar dentro do país, pois a tabela dos fretes “cria uma ruptura em toda a cadeia e um desequilíbrio de contratos, a ponto de comprometer a confiança na expansão sustentável do agronegócio”. “A imposição de uma tabela de fretes, na nossa interpretação, é inconstitucional, assim como qualquer interferência nas regras do livre comércio. O tabelamento proposto, feito às pressas e sem consulta a quem vai pagar por ele, é generalizado e incompreensível”, reforçou.

E Sousa foi além. “Em última instância, os valores da tabela estão tão distorcidos que dão incentivo para empresas como a Cargill investirem na verticalização de suas operações – ou seja, em frota de caminhões e motoristas, comprometendo ainda mais o equilíbrio do mercado e tornando o excesso de oferta de caminhões um problema ainda maior”.

Embora os problemas gerados pela MP dos fretes ainda sejam mais visíveis no mercado de grãos, as reclamações do setor produtivo são generalizadas e as ameaças de paralisação do transporte de mercadorias em razão das de valores e incertezas se multiplicam. Empresários de diversos setores da indústrias se reuniram na segunda-feira com o Ministério dos Transportes, a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e a Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut) e saíram preocupados. Além da questão de preços, os usuários se queixaram do tratamento homogêneo dado a cargas totalmente diferentes.

Segundo Marcus Voloch, gerente-geral de Cabotagem e Mercosul da Aliança, maior armador de navegação doméstica com atuação no país, a situação também complicou suas operações. O serviço da empresa não se restringe à viagem de navio, mas contempla duas pernas terrestres feitas por caminhões: a coleta da carga com entrega no porto e a retirada do navio com entrega no destino. Voloch diz que “ninguém sabe” quanto cobrar e como cobrar, “o que joga uma nuvem de dúvidas sobre os contratos que a empresa tem com 150 provedores de transporte rodoviário onde os preços de frete rodoviário já estão definidos”.

 

Fonte: Setcepar

 

ANTT promete ajustar tabela de fretes mínimos.
Compartilhe esse conteudo nas redes sociais

Diante da grande repercussão e dúvidas geradas em torno da divulgação da tabela com preços mínimos de frete, publicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no último dia (30/05), o presidente da ABTC (Associação Brasileira de Logística e Transporte de Carga), Pedro Lopes, com o presidente da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), Ari Rabaiolli e o presidente da Coopercarga, Osni Roman, estiveram reunidos, nesta terça-feira (05/06), com o diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Mário Rodrigues.

O objetivo da reunião foi solicitar que pontos divergentes e que não estão claros na tabela de frete fossem revistos, como a questão da divisão das cargas, o frete de retorno, a fiscalização e multas que serão aplicadas, entre outros.

Sensível ao pleito dos transportadores, o diretor da ANTT afirmou que a tabela já está sendo revista e garantiu que uma nova proposta será divulgada nesta quarta-feira (06/06) e levada ao Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário de Cargas, do Ministério dos Transportes, que ocorrerá no próximo dia (07/06).

De acordo com o presidente da ABTC, Pedro Lopes, o encontro foi muito positivo e a expectativa é que esse novo texto seja melhor, mais claro e atenda às demandas de todo o setor.

Fonte: ABTC – Associação Brasileira de Logística e Transporte de Carga

Comunicado
Compartilhe esse conteudo nas redes sociais

Câmara discute hoje projeto sobre transporte de cargas
Compartilhe esse conteudo nas redes sociais

O projeto de lei que a Câmara dos Deputados deve discutir nesta terça-feira (5) estabelece um marco regulatório para o transporte rodoviário de cargas, incluindo a atividade dos caminhoneiros.

A proposta foi uma das demandas apresentadas pela categoria para encerrar a paralisação em protesto ao aumento do diesel. A paralisação alcançou 11 dias e impactou o abastecimento de combustível e alimentos no país.

O governo deu a greve por encerrada na última quinta-feira (31) e, como parte do acordo com os caminhoneiros para pôr fim à paralisação, anunciou uma série de medidas, incluindo a redução em R$ 0,46 no preço do litro do óleo diesel. O presidente Michel Temer também editou três medidas provisórias para atender a outras demandas dos grevistas.

Entre as medidas em discussão no projeto de lei estão regras sobre o formato do contrato para o transporte e o pagamento de frete – que também é objeto de uma das medidas provisórias editadas pelo presidente Michel Temer.

O texto da Câmara também aumenta a pena para o caso de o motorista do caminhão participar do roubo de carga.

Líderes governistas e da oposição ouvidos pelo G1 se mostraram favoráveis ao texto por entenderem que trará mais segurança jurídica ao setor. (Veja o que os parlamentares pensam sobre o projeto de lei ao final desta reportagem.)

A versão final do projeto, no entanto, ainda deverá ser apresentada pelo relator, o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP).

Entre as mudanças, há a possibilidade de inclusão no projeto de anistia para as multas de trânsito aplicadas aos caminhoneiros durante a paralisação, por estacionar no acostamento ou obstruir vias, por exemplo.

Segundo Marquezelli, a proposta deverá ser apresentada como uma emenda em plenário por algum partido. “Vamos aguardar a emenda de algum partido pedindo a anistia. Se apresentarem, eu vou aceitar”, afirmou.

Veja os principais pontos do projeto:
Frete

Como é hoje: O pagamento do frete deve ser firmado em contrato. Caso o caminhoneiro não receba o valor integral do frete, precisa recorrer à Justiça.

O que diz o projeto: o pagamento do frete deve continuar sendo registrado em contrato, no entanto, o texto estabelece uma multa para o não pagamento do valor combinado. Pelo dispositivo, o frete deve ser liquidado no prazo de 30 dias. A inadimplência no pagamento do frete contratado implicará em multa de, no mínimo, 10%, além de juros de mora de 1% ao mês, e correção monetária correspondente.

Pedágios

Como é hoje: uma das principais demandas dos caminhoneiros durante a paralisação, a isenção da cobrança de pedágio do eixo suspenso de caminhões vazios está em vigor desde 2015. Mas em algumas rodovias estaduais ainda existe cobrança.

Em medida provisória publicada pelo governo federal como parte da negociação para dar fim à greve, a isenção passou a valer “em todo o território nacional”.

O que diz o projeto: o texto também proíbe a cobrança do pedágio sobre os eixos dos veículos que se mantiverem suspensos. Apesar de a regra já estar vigorando desde a publicação da MP, a intenção do projeto é dar força de lei à medida.

Propriedade dos caminhões

Como é hoje: para abrir uma empresa de transporte de cargas não é necessário comprovar que existem carros no nome do proprietário da empresa.

O que diz o projeto: o projeto estabelece que a pessoa jurídica deverá ser proprietária de no mínimo um veículo da frota, podendo ter até 11 caminhões.

Já o caminhoneiro autônomo também deverá ter, ao menos, um veículo registrado em seu nome, podendo ter até três caminhões.

O objetivo do projeto é diminuir o número de empresas de transporte de carga que não possuem nenhuma frota. Isso porque, atualmente, essas empresas são conhecidas como “atravessadoras”, porque costumam contratar o frete e subcontratar o caminhoneiro autônomo para carregar a carga. Nesse caso, o autônomo acaba recebendo menos da metade do valor total do frete.

Contrato

Como é hoje: existe a obrigatoriedade de contrato entre o motorista e a transportadora. Mas ainda há muita operação que é realizada na informalidade.

O que diz o projeto: cria o Documento Eletrônico de Transporte (DT-e), uma espécie de contrato eletrônico. O que, na prática, permitiria uma maior fiscalização e acompanhamento da operação, por exemplo: o motorista que realizou o transporte, o valor pago de pedágio e a forma de pagamento do serviço.

O intuito dessa mudança é que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) consiga, por exemplo, fiscalizar se o pedágio está sendo pago pelo dono da carga. Isso porque, atualmente, durante a negociação do frete muitos caminhoneiros acabam arcando com o valor do frete.

Roubo de carga

Como é hoje: atualmente, a pena para quem compra, recebe ou transporta mercadorias roubadas é de um a quatro anos de reclusão. Há agravante no caso de a receptação for para venda, nesse caso a pena pode chegar a oito anos.

O que diz o projeto: estabelece que para roubos de carga a penalidade passa a ser equivalente à punição para roubo contra transportadora de valores, além da suspensão do CNPJ e ou do registro do motorista por 10 anos, caso comprovado o envolvimento, tanto no roubo, quanto na distribuição ou revenda. Os administradores de estabelecimento ou transportadora envolvida serão impedidos do exercício de atividade comercial ou de transporte pelo período de 5 anos.

Seguro

Como é hoje: é obrigatório a contratação de um seguro que cubra danos ou prejuízos causados à carga transporta em decorrência de acidentes, em decorrência de assalto, roubo ou furto de carga e também de danos causados a terceiros. No entanto, não existe uma legislação clara de quem seria o responsável por essa contratação: o dono da carga ou o transportador.

O que diz o projeto: pela proposta será responsabilidade do transportador a contratação dos seguros. Outros seguros adicionais serão de custeados pelo contratante do serviço.

Por outro lado, o texto também torna optativo o seguro para cobertura de roubo, furto ou assalto da carga caso esteja previsto em contrato entre a distribuidora e o transportador, ficando, nesse caso, o contratante como responsável por eventuais perdas.

O objetivo de responsabilizar o transportador pela contratação do segura é para que ele participe da elaboração do Plano de Gerenciamento de Risco (PGR) junto à seguradora. Dessa forma, poderia detalhar a operação de transporte e pontos de descanso. Isso porque, atualmente, o PGR é elaborado pela transportadora e, se o motorista parar para dormir em um ponto que não consta no plano, e a carga é roubada, ele paga o prejuízo.

O que dizem os deputados
A proposta foi apresentada pela deputada Christiane Yared (PR-PR) em 2016 e tramitou em uma comissão especial na Câmara.

O texto final da comissão foi aprovado em dezembro do ano passado e estava parado desde então. Com a greve dos caminhoneiros, houve uma pressão de categoria para ser incluído na pauta do plenário.

“Foram dois anos de negociação com caminhoneiros, com transportadoras, com cooperativas. É um projeto bem extenso e vai ser um avanço com certeza”, acredita a deputada.

Para o líder do PSDB, Nilson Leitão (MT), essa é a hora ideal para debater o tema. “A legislação tem que ser modernizada. Precisamos de leis claras que atendam a todos os envolvidos e não tenho dúvida de que este é o momento para discutir esse assunto”, disse.

Um dos vice-líderes petistas, Carlos Zarattini (PT-SP) reconhece que “os ânimos estão mais exaltados” por conta da recente paralisação, mas avalia que há “razoável consenso” para votar o texto.

“É um projeto que foi muito discutido na comissão especial tanto das empresas como dos motoristas. O que saiu me parece que teve um razoável consenso”, afirmou.

Líder do PR, José Rocha (BA) pondera que o texto não deve resolver apenas problemas “pontuais” para “apagar incêndio”.

“O que não pode é ficar apagando incêndio a todo momento. Ou se senta para fazer um trabalho aprofundado e amplamente discutido, porque se resolver algo pontual, outra coisa já aflora. Temos que discutir, sair todos acordados, compensando a perda com o ganho. Aí vai depender da habilidade do relator para ter essa discussão amadurecida, para que não saia com uma posição unilateral”.

Relator da proposta na comissão especial que discutiu o tema, Nelson Marquezelli (PTB-SP) avalia que o texto não deverá enfrentar resistência no plenário. “90% das reivindicações dos caminhoneiros estão no projeto e vai dar para eles segurança jurídica, para todo o setor de transporte rodoviário”, disse.

O deputado Valdir Colatto (MDB-SC), por outro lado, diz que ainda não há consenso e que, nesta semana, deputado devem apenas discutir a proposta.

“Nós temos algumas coisas para serem resolvidas, entre os autônomos e as empresas, tem alguns conflitos, mas, no geral, ele está bem discutido, embora sem consenso, cabe mais uma discussão nesta semana”, afirmou.

O que dizem as entidades
Em discurso na Câmara dos Deputados, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (ABCAM), José da Fonseca Lopes, afirmou que o projeto ainda precisa ser discutido antes de ser votado.

“Vou fazer mais um pedido ao presidente [da Câmara, Rodrigo Maia], diante do problema do marco regulatório. Por favor, tire-o de pauta! Este assunto tem que ser muito bem discutido, porque está parecendo o samba do crioulo doido, e nós não queremos isso”, discursou.

Já o presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens), Norival de Almeida Silva, disse ao G1 que, com a aprovação da proposição, os caminhoneiros serão mais contemplados e a segurança será maior.

“Ele [o projeto] vai contemplar o caminhoneiro em várias coisas, como também vai dar algumas responsabilidades. Eu acho que vai dar mais segurança para todos nós. Vai dar mais segurança tanto para os caminhoneiros quanto para a sociedade”, apontou.

Em nota, a Confederação Nacional do Transporte (CNT), afirmou que ainda não tem uma posição definida sobre o Marco Regulatório do Transporte de Cargas.

“Entre as diversas instituições integrantes da Confederação Nacional do Transporte há visões diferentes e até divergentes em relação ao texto, por isso ainda é cedo para a CNT se posicionar a respeito.”

 

Fonte: G1

Após 2 altas seguidas, Petrobras anuncia redução de 0,68% no preço da gasolina
Compartilhe esse conteudo nas redes sociais

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (4) a redução 0,68% no preço da gasolina comercializada nas refinarias. Com a alta, o litro da gasolina A nas refinarias passará de R$ 2,0113 para R$ 1,9976, a partir desta terça-feira (5).

O corte acontece após 2 altas seguidas. No sábado, a estatal tinha elevado o preço da gasolinaem 2,25%, após um aumento de 0,74% anunciado na quarta-feira (30).

Desde o início de maio, já foram anunciadas 14 altas e 7 quedas no preço da gasolina. Em 1 mês, o combustível acumula alta de 11,64% nas refinarias.

Já o preço do diesel seguirá em R$ 2,0316 o litro nas refinarias até o dia 7 de junho, conforme ficou estabelecido pelo programa de subvenção ao combustível anunciado pelo governo, que prevê redução de R$ 0,46 no preço do diesel por 60 dias. Com a redução, o preço do combustível recuou 2,69% na comparação com o início de maio.

O repasse dos preços cobrados nas refinarias para as bombas depende das distribuidoras e dos donos dos postos. Nas últimas semanas, os cortes anunciados pela Petrobras não foram sentidos pelos consumidores, em meio à crise de abastecimento provocada pelos protestos dos caminhoneiros.

A Petrobras adotou novo formato na política de ajuste de preços em 3 de julho do ano passado. Segundo a nova metodologia, os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente, refletindo as variações do petróleo e derivados no mercado internacional, e também do dólar. Desde o início do formato, o preço da gasolina comercializado nas refinarias acumula alta de cerca de 50%.

A variação do dólar e da cotação do petróleo são as principais influências sobre o valor praticado nas refinarias. O petróleo, depois de dois anos em mínimas recordes, vem ficando mais caro desde junho de 2017 e passou a ser negociado próximo a US$ 80. Já o dólar acumula alta de 13,6% no ano. Somente na semana passada, a moeda dos EUA teve subiu 2,73% frente ao real.

As críticas à política de preços da Petrobras foram um dos fatores que provocaram a greve dos caminhoneiros e culminaram no pedido de demissão de Pedro Parente. Na noite de sexta-feira (1), o presidente Michel Temer anunciou nesta sexta-feira (1º) Ivan Monteiro como novo presidente da estatal e afirmou que não haverá interferência na política de preços da petroleira.

O programa de subsídio aos combustíveis anunciado pelo governo abrange apenas o preço do diesel. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou na terça-feira (29) que o governo não tem recursos orçamentários para baixar a tributação também sobre a gasolina e sobre o gás de cozinha.

O subsídio total para o preço do diesel, que custará R$ 9,58 bilhões, tem por objetivo manter, por 60 dias, o desconto de R$ 0,46 no preço do diesel nas refinarias. Depois disso, o preço oscilará mensalmente, segundo acordo fechado com os caminhoneiros. Para viabilizar esses subsídios, o governo decidiu acabar com benefícios para a indústria química, quase eliminar incentivos para exportadores e cancelar parte de gastos de uma série de programas públicos.

O governo prevê repasse de R$ 4,9 bilhões à Petrobras ainda em 2018 (R$ 700 milhões por mês) como forma de compensação pelas variações do dólar e petróleo. Na prática, a cada 30 dias, a Petrobras vai estipular o preço que será cobrado nas refinarias. Em caso de o valor ficar abaixo do mercado, o governo pagará à estatal a diferença.

Se o preço fixado estiver acima do estipulado pelo mercado, a estatal ficará com crédito para compensação nos meses subsequentes.

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone, estimou na véspera que a redução de R$ 0,46 no litro do diesel pode levar até 15 dias para chegar aos consumidores de todo o país.

Protesto de caminhoneiros contra o aumento do diesel chega ao 3º dia nas estradas do Paraná
Compartilhe esse conteudo nas redes sociais

O protesto dos caminhoneiros contra ao aumento do diesel chegou, nesta quarta-feira (23), ao 3º dia nas rodovias do Paraná.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), havia 44 protestos nas estradas federais que passam pelo estado no começo desta manhã. O balanço foi atualizado às 9h41.

Nas estradas estaduais, de acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), eram 75 manifestações, por volta das 9h30.

Determinação judicial
Não há interdições totais nas rodovias federais, conforme a PRF.

Uma determinação judicial proíbe que os caminhoneiros fechem totalmente as estradas federais, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora. A decisão é de 19 de maio.

Pessoas incertas e desconhecidas, o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônimos de Bens no Estado do Paraná (Sindicam-PR), a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de São José dos Pinhais são considerados réus no interdito proibitório em que a Advocacia-Geral da União (AGU) é a autora.

Veja abaixo onde ocorrem as manifestações nas rodovias estaduais
PR-092 km 20, Alm. Tamandaré – Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-281 km 33, Agudos do Sul – Pien, Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-281 km 45, Entrada da cidade Pien, Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-417 km 08, Colombo – Curitiba
PR-090, km 342 – Assai – Londrina – Parcial, Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-445, km 83 – em frente ao posto cupim, Londrina – Parcial, Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-160, km 15 – Sertanópolis.
PR-160, km 53 – Cornélio Procópio.
PR-444, km 08 – Aparapogas – Maringa – Parcial, Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-272, km 94 -Ibaiti – Prox. Acesso 153- Parcial, Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-170, km 29 -Florestopolis – Porecatu – Parcial, Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-218, km 1 – Arapongas a Sabaudia – Parcial, Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-218, km 227 – Arapongas a Maringá – Parcial, Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-466, km 100 – Trecho Jardim Alegre – Lidianopolis.
PR-525, km 19 – Trecho Amoreira – Entr. BR 369.
PR-092, km 377 – Trecho ANDIRA – PORTO LEOPOLDINO.
PR-218 km 149 – Trecho SÃO S. AMOREIRA – PR 090.
PR-182 km 332 – Trecho Toledo a Palotina;
PR-473 km 040 – Trecho Espigão Alto Iguaçu a Quedas do Iguaçu;
PR-317 km 385 – Trevo da BRF em Toledo (perímetro urbano);
PRC-272 km 514 – Iporã a Francisco Alves (Trevo acesso a Altônia);
PR-323 km 336 – Trecho Cafezal do Sul a Iporã;
PR-182 km 332 e no km 278 – Trecho Toledo a Palotina, ( Prv Palotina);
PR-491 km 0+400 -Trecho Marechal C Rondon à Nova Santa Rosa ( PRV Marechal);
PR-484 km 75+500 – Trecho Três Barras do Paraná a Boa Vista da Aparecida; ( PRV Quedas do Iguaçu);
PR-180 km 396 – Trecho Entronc. PR-484/180 a Boa Vista da Aparecida. ( PRV Quedas do Iguaçu);
PR-488 km 61 trecho Santa helena à Diamante do oeste/Missal ( PRv Santa Helena).
PR-463 Km 49 – Paranacity-Colorado, Parcial, Bloqueio para todos os veículos de carga,.
PR-323 km 303 – Umuarama -Cruxeiro do oeste – Dois sentidos, passagem liberada somente veículos leves estão parados media de 80 caminhões
PR-489 km 21, Xambrê – Umuarama – Dois sentidos, Parcial, Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-317 km 51, Trevo de Acesso a Santa Fé, Bloqueio só passa automóveis, Ambulâncias, carga perecíveis e transporte de passageiros.
PR-218 km 490, próximo a Querência do Norte, Bloqueio só passa automóveis, Ambulâncias, carga perecíveis e transporte de passageiros.
PR-323 km 182, Doutor Camargo – Rio Ivai.
PR-487 km 186, Trecho Campo Mourão – Pitanga.
PR-542 km 073, Trecho Itaguajé – Divisa com São Paulo.
PR-317 km 010, Trecho Santo Inácio – Divisa com São Paulo.
PR-498 km 016, Trecho Presidente C. Branco – Floarai.
PR-218 km 258, Trecho Trevo Astorga – Jaguapitã.
PR-323 km 210, Trecho Jussara – Cianorte.
PR-546 km 029, Trecho Itambé – Floresta.
PR-218 km 301, Trecho Atalaia – Iguaraçu.
PR-158 km 207, Trecho Peabiru – Campo Mourão.
PR-180 km 203, Goioere, Trecho Goioere – Quarto Centenario.
PR-485 km 034, Xambre, Trecho Casa Branca – Alto Paraiso.
PR-082 km150, Trecho São João do Ivai – Ivaiporã.
PR-317 km 010, Maringá
PR-323 km 162, Paiçandu – Doutor Camargo
PR-323 km 277, Cruzeiro do oeste – Tapejara
PRC-170 km 382- Guarapuava
PR-151 km 310 – Carambeí
PR-160 km 217 – Telêmaco Borba
PR-151 km 288- Castro
PR-151 km 216 – Jaguariaíva
PRC-466 km 181 – Pitanga
PRC-466 km 176 – Pitanga
PRC-466 km 245 – Guarapuava
PRC-466 km 220 – Turvo
PRC-373 km 170 – Ponta Grossa
PR-090 km 196 – Ventania
PRC-466 KM 140 – Manoel Ribas
PR-090 KM 240 – Curiúva
PR-090 KM 261 – Sapopema
PR-170 KM 424/425 – Pinhão
PR-340 KM 273 – Tibagi
PR-092 KM 218 – Arapoti
PRC-280, km 170 – Trevo de Clevelândia – Parcial, Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-182, km 505 – Ampere – Realeza – Parcial, Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-281, km 421 – Acesso a Magueirinha – Parcial, Bloqueio para todos os veículos de carga.
PR-182 KM 484 – Trevo Realeza, saída para Cascavel.
PR-471 km 592 – Saída de Nova Prata do Iguaçu para Salto do Lontra.
PRC-158 KM 528 – Pato Branco – Posto Doval.
PR-562 KM 85 – Trevo São João para Cel. Vivida.
PRC-158 KM 483 – Trevo de Chopinzinho para Cel. Vivida e Candoi.
PR-280 KM 130 – Palmas – Trevo Codapar.
PR-566 KM 12 – Trevo de Itapejara D’Oeste.
PR-281, Posto Floureço, Dois Vizinhos

Alta dos combustíveis
A última alta diária ocorreu na sexta (18), quando a Petrobras elevou os preços do diesel em 0,80% e os da gasolina em 1,34% nas refinarias. A escalada nos preços acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo.

Na terça-feira (22), a Petrobras anunciou que vai reduzir os preços da gasolina em 2,08% e os do diesel em 1,54% nas refinarias a partir desta quarta.

Segundo informou a petroleira, o preço da gasolina nas refinarias cairá de R$ 2,0867 o litro para R$ 2,0433 a partir desta quarta. Já o preço do diesel será reduzido de R$ 2,3716 para R$ 2,3351.

Contudo, a Petrobras afirmou que a política de reajuste dos preços não mudará.

Além disso, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, anunciou que o governo eliminará a Cide (tributo) que incide sobre o diesel quando o Congresso Nacional aprovar o projeto da reoneração da folha de pagamentos.

O anúncio do ministro foi feito na terça-feira. Se o projeto de reoneração for aprovado, o Legislativo fará, na prática, com que haja aumento nas receitas da União, que, em troca, cortará o tributo incidente sobre o diesel.

As medidas são anunciadas em meio a protestos em todo o país contra o aumento no preço dos combustíveis.

Conforme o Ministério da Fazenda, a alíquota atual da Cide sobre o diesel representa menos de R$ 0,05 por litro.

 

Fonte: G1

Greve dos caminhoneiros afeta indústria, postos de combustíveis e acesso aos portos de SC
Compartilhe esse conteudo nas redes sociais

A greve dos caminhoneiros apresenta reflexos em Santa Catarina. A Cooperativa Central Aurora Alimentos anunciou nesta terça-feira (22) que vai parar as atividades das indústrias de processamento de aves e suínos no estado nesta quinta (24) e sexta (25). O acesso aos portos catarinenses também está prejudicado, há falta de combustíveis em postos e a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) alerta para possíveis prejuízos, como mostrou o NSC Notícias.

A capacidade de estoque das carnes da Aurora, de 50 mil toneladas, está esgotada, diz a empresa. Comunicado da companhia diz que a medida foi tomada porque os caminhões que transportam ração e outros produtos necessários para o funcionamento das indústrias não estão circulando. Além disso, também não há o escoamento da produção para os portos e centros de consumo.

Além de Santa Catarina, as atividades da Aurora no Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul também serão paralisadas. Estarão fechadas na quinta e na sexta sete indústrias de carne de frango e oito de carne suína. Segundo a empresa, deixarão de ser processados 2 milhões de aves e 40 mil suínos, somando mais de R$ 50 milhões em prejuízos

Portos

Em relação aos portos, desde a manhã desta terça nenhum caminhão tem passado pela entrada principal do Porto de Itapoá. Manifestantes acampados nas margens da SC-416 pedem que caminhoneiros carregados voltem ou parem na rodovia. Uma fila com mais 200 caminhões se estende pela estrada.

Caminhoneiros dizem que a redução de 1,54 % no preço do diesel anunciada hoje pela Petrobras ainda não é suficiente para encerrar as paralisações. Mesmo com a diminuição no número de caminhões entrando no Porto de Itapoá, a direção diz que as operações continuam. Mas há uma preocupação de que já nos próximos dias os impactos da paralisação sejam sentidos.

Os caminhoneiros também pararam na BR-280 em direção ao Porto de São Francisco do Sul. Cerca de 400 motoristas estão reunidos no pátio de um posto de combustíveis abordando apenas veículos de carga.

Impacto em postos
Na região Oeste, já começou a faltar combustível em alguns postos, informou a NSC TV. Essa é a situação em alguns estabelecimentos de São Lourenço do Oeste. Os 10 mil litros de gasolina terminaram em poucas horas depois das grandes filas que se formaram em um posto logo após o início da greve.

Porém, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Santa Catarina (Sindipetro) afirmou na noite desta terça que não recebeu nenhum comunicado de posto no estado sobre falta de combustível.

Preocupação da indústria
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) afirmou em nota que tem recebido manifestações de empresas relatando problemas com a mobilidade de cargas e pessoas por causa da greve. A Fiesc disse que enviou ofício ao ministro dos Transportes, Valter Casimiro Silveira, em que afirma que o movimento grevista pode prejudicar a competitividade da indústria nacional e diminuir a arrecadação tributária.

Greve dos caminhoneiros
Caminhoneiros de Santa Catarina chegaram ao segundo dia de mobilização nesta terça (22) contra o aumento no valor do diesel. Eles passaram a madrugada em pelo menos 17 pontos de rodovias federais e até esta tarde outros pontos também foram ocupados, tanto em rodovias federais como estaduais.

Fonte: G1

Caminhoneiros voltam a bloquear rodovias em SP contra a alta do diesel
Compartilhe esse conteudo nas redes sociais

Pelo terceiro dia seguido, caminhoneiros protestam contra a alta no preço do diesel e bloqueiam rodovias em São Paulo na manhã desta quarta-feira (23).

Caminhoneiros bloquearam totalmente os dois sentidos da rodovia Régis Bittencourt, em Embu das Artes, no km 279, perto do acesso ao Rodoanel. Os manifestantes atearam fogo em pneus e o congestionamento se estende por 6 quilômetros no sentido São Paulo.

No km 385, em Miracatu, as faixas 1 e 2 estão interditadas com reflexo de 3 km de congestionamento no sentido Curitiba. Os manifestantes também fecham o acesso para a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. No local, o acostamento está liberado na saída do posto Fazendeiro para fluidez de automóveis.

No Km 477, em jacupiranga, os dois sentidos estão bloqueados e o acostamento interditado, com reflexo de 7 km de congestionamento.

Pouco antes das 6h, caminhoneiros bloquearam a pista da Rodovia Presidente Dutra em Bonsucesso, no sentido São Paulo, no km 210. Apenas uma faixa foi bloqueada, durante cerca de 20 minutos, mas ainda há congestionamento de cerca de 3 km.

Fonte: G1

CONHEÇA NOSSOS SERVIÇOS.

Entre em contato conosco. Teremos um enorme prazer em atendê-lo!

Loading...